sábado, 26 de setembro de 2009

Adoração Extravagante, segundo Darlene Zschech

Por Nelson Bomilcar em 10 de janeiro de 2008 em Artigos, Livros
Sons de Hilsong Church, ventos da Austrália, adoração do coração de Darlene. Em suas próprias palavras, “alguém que não se satisfaz em fazer belas músicas, mas cuja paixão é promover o Reino de Deus”.
Darlene Zschech é ministra de louvor em sua igreja local, compositora de canções de adoração (Aclame ao Senhor, uma das mais conhecidas) e tem procurado vivenciar em seu ministério atual, em função de uma experiência pessoal com o Senhor, segundo seu testemunho, uma adoração mais profunda dentro de uma nova declaração de fé ou uma nova bandeira para o primeiro ano do novo milênio.
Afirma que ouviu o Senhor lhe dizer que com brandura em momentos de busca e oração: “Filha, você ainda não é uma adoradora extravagante”. Em sua explanação, definiu extravagante como “aquele que esbanja”, que excede, que é ultrageneroso, que vai além de limites razoáveis. Em sua mente e coração, relacionou esta idéia com alguns relatos bíblicos de adoração, como por exemplo, em Lucas 7.
O texto relata a história da mulher pecadora que trouxe algo considerado como “adoração esbanjadora”, segundo sua interpretação, pelos que testemunharam a cena. A mulher lavou os pés de Jesus com lágrimas, secou-os com os cabelos, beijou-os e em seguida derramou seu caríssimo perfume do jarro de alabastro sobre os pés do Mestre. Quando ela derramou sua oferta, Ele lavou-lhe a alma quebrantada. Porque ela amou com extravagância, escreve Darlene, “Ele lhe perdoou com extravagância”. Na compreensão dela, houve extravagância na devoção.
Darlene ensina que a verdadeira adoração ocorre quando o espírito adora e se une com o Espírito de Deus, quando a essência de nosso ser se encontra amando a Deus, perdida nele. Mesmo valorizando o louvor congregacional, Darlene reconhece que a adoração mais genuína acontece no secreto, na intimidade, individualmente, como adoradores de Cristo!
Constatei que Darlene tem a mesma opinião que expressei em artigo anterior na Provoice (“Confusão na adoração”): “existem atualmente muitas opiniões diferentes a respeito de adorar verdadeiramente ao Senhor, quanto ao método, ao plano, ao estilo, referentes à cultura, aos limites, e elas infelizmente, quase sempre deixam a maioria confusa, dividida e frustrada”. (pg 25 do livro “Adoradores Extravagantes”)
Em sua interpretação e concepção adjetiva de “extravagante”, Darlene crê que Noé era um adorador extravagante, por ter passado por situações extremas e em meio a tudo continuou louvando a Deus (Gn 8.20), que Abraão era extravagante por não poupar a seu próprio filho Isaque (Gn 22.12), pois estava preparado para dar tudo, era ultragenoroso, excessivo; que Davi só queria oferecer holocausto que custasse algo, que fosse sacrificial (1 Cron. 21).
Adoração extravagante atrai e mantém a atenção de Deus, provoca uma reação generosa do próprio Deus. Segundo Darlene, trata-se de causa e efeito! Amar extravagante é ter um estilo de vida em amor “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma, de todo o seu entendimento e de todas as forças (Mc 12.30). Amor, obediência e adoração caminham juntos com sinceridade, integridade, honestidade, obediência e verdade (Sl 86.11).
Darlene também realça que louvor e adoração são uma poderosa expressão de amor, que vai muito além das possibilidades da música. Mostra que a extravagância abrange um coração transparente, reconhecer que a fidelidade é mais importante que o talento, que o testemunho, a excelência, o serviço, a unidade, a amizade, disciplina e determinação, são importantes. Não são ensinos revolucionários ou novos, mas corretos e sempre benvindos.
Darlene concorda com C. S. Lewis que define a adoração como “a saúde interior que pode ser ouvida”. Adoração é a experiência e a emoção mais desprendida, abnegada, de que a nossa natureza é capaz. Neste sentido, Darlene mostra que é absolutamente essencial que sejamos controlados em nossas emoções e reações emocionais; que como cristãos criativos, saudáveis e amantes da Palavra, devemos nos submeter a Cristo e deixar que Ele controle nossas emoções.
Ao contrário do que temos visto, em várias ministrações “tupiniquins”, com o descontrole emocional e o destempero de ministros que forçam a barra, Darlene mostra que as emoções quando chegam ao máximo, instalam atitudes negativas, às vezes catarses incontroláveis, depois tristeza e depressão. Chama a atenção em seu livro que é necessário a ministração com responsabilidade e maturidade.
Enfim, temos em seu ensino e ministrações coletivas e congregacionais, bons caminhos para adoração, para o crescimento da igreja e dos músicos na adoração na igreja local. Na realidade, a palavra extravagante poderia ser substituída por vários outros adjetivos na língua portuguesa, perdendo um pouco de sua ênfase, porém sem prejudicar o que Darlene tem transmitido.
Ela é uma serva humilde, sincera, tem tido um ministério reconhecido mundialmente e tem uma boa formação bíblica. Além de ter sua espiritualidade moldada no convívio e comunhão da igreja local, com autoridade espiritual sobre ela. Darlene é um ótimo exemplo para os músicos, chamados levitas, que não estão congregando mais (estão “levitando por aí”, desconectados do corpo), apenas se servindo da igreja para alavancar suas carreiras e venderem seus produtos.
Que Deus tenha misericórdia e que voltem a congregar. E que nós aprendamos a derramar nossos corações, em secreto e coletivamente, e vermos o Senhor Jesus ser adorado e glorificado!!! Leiam o livro de Darlene e retenham o que é bom. Aprendendo uns dos outros, cresceremos na adoração!

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